Nesta casa agora mais vazia Sente-se angústia e amargura. Momentos, abraços e carícias que não voltam Passam em revista perante os meus olhos quentes. É muito egoísta pedir que voltes? Ó silêncio ensurdecedor, ó melancolia esmagadora, ó dor que inflama o peito! Como poderei livrar-me de vós? Como poderei livrar-me deste z-z-z-z-z-z-z infinito? Pesa-me a cabeça fervente e a alma perante a tua ausência, Mas sei que desfrutei enquanto te tive, Que te amei, que contigo partilhei sorrisos, oh…, que contigo tanto aprendi... Por isso, dou graças à saudade e à memória As duas setas dolorosas que atravessam o meu ser e que, Ao mesmo tempo, carregam um breve e suave alívio Por perpetuarem esta imagem alegre que de ti tenho. Em ti, ligeiro abrandamento das minhas emoções, Vejo um pássaro prestes a voar, para longe de tudo, de todos, para longe do mundo! Mas eu não sou esse pássaro, nem o meu voo é duradouro. Ah, como o desejava ser... Como desejava voar, contigo. Sou incapaz de escapar desta infeliz verdade E sou trazida novamente para esta casa demasiadamente muda.
Ode à Saudade
Nesta casa agora mais vazia Sente-se angústia e amargura. Momentos, abraços e carícias que não voltam Passam em revista perante os meus olhos quentes. É muito egoísta pedir que voltes? Ó silêncio ensurdecedor, ó melancolia esmagadora, ó dor que inflama o peito! Como poderei livrar-me de vós? Como poderei livrar-me deste z-z-z-z-z-z-z infinito? Pesa-me a…
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