Ninguém o para,
O imparável coração que excede de amor.
Arde-me a alma enquanto escrevo,
do agridoce em que a vida se tornou.

Paz… Quem a conhece?
Todos nós, afinal, quem não proclama por ela? 
Dia-a-dia pedimos paz, paz, paz…
E o que fazemos por ela?
Absolutamente nada,
A não ser que as nossas súplicas sirvam de algo aos gigantes,
Mas… 
O que é uma súplica de formiguinha ao lado de tal grandiosidade?

Pfffffff … Mas quem sou eu para dizer isto…
Uma formiguinha pequena num grande formigueiro,
a tentar passar mensagem à sua rainha,
na esperança de alterar algo…

Serei só eu que penso assim?

Ai, Ai … Tanto amor!
Um amor destruidor, 
Que até o átomo mais pequeno morre por ele.

Guerras, mortes, ódio…
É algo normal!
Afinal, é amor!...não é?
Não sei. 
Talvez tenha aprendido uma noção de amor diferente…

Ai, Ai… Louvo-vos.
Louvo a vossa covardia,
Afinal qual a necessidade de uma formiguinha lutar contra um gigante?


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