Ai que prazer
Não estudar como deve ser
Ter matéria para rever
E não o fazer.
Rever é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
sem matemática.
A campainha toca, bem ou mal,
Sem a fórmula resolvente.
E a calculadora, essa,
De uso tão matinal,
Não tem tempo, então tem pressa...
Cadernos são papéis pintados a esferográfica
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há férias,
Esperar pelo 20,
Quer venha ou não!
Grande é o sono, a preguiça e as olheiras
Mas o melhor do mundo são as greves,
As férias, os fins de semana, e os feriados, que pecam
Só quando estão em falta.
O mais do que isto
É o Cristiano Ronaldo,
Que não sabia nada de estudar
E ganha a todos a fintar.
12.º: Nuno Neves, Pedro Marques, Ricardo Silva
Palavras e Figurações
Ai que prazer
não ter de me mover
ter roupa para lavar
e não me levantar
Ai que horror
parece um filme de terror
ir para a escola estudar
e para isso ter de acordar
O guarda-chuva vou ter de abrir
com cuidado para não partir
enquanto o mundo está a cair
Até dou um riso
quando alguém cai de boca no piso
e lá se vai o sorriso
Ai que prazer
não correr
ter uma milha para fazer
mas por estar a chover
a professora vai ter de se conter
12.º: Ana Margarida Soares, Sara Ramos
Palavras e Figurações
Ai que prazer
Não cozinhar,
Ter capacidades
E não me esforçar
Uma casa inteirinha por limpar
E eu, repleto de preguiça,
No sofá, a procrastinar.
Pôr a mesa,
Lavar a louça,
Tudo isso me irrita
Ai, que Deus me ouça!
Que tristeza
Estender a roupa
Tudo isso me desmotiva
“Sai daí, desenrasca-te, oupa!”
O mais que isto
É Jesus Cristo
Que não sabia nada de limpezas
Nem consta que tivesse casa de banho
Agora estão vocês a pensar
Que cena foi esta?
Sou só eu a empatar,
Antes de ir dormir a sesta.
12.º: Martim Cunha, Gabriel Silva, Isabel Machado
Palavras e Figurações
Ai que prazer
Não cortar o cabelo
Ter um cabelo que pareça um cupcake
E não mexer nesse pelo
Essa lateral mal feita
A vida é imperfeita
Essas entradas colossais
Deveras anormais
Esse teste de Quito
Parece um aeroporto de mosquito
Mas trocando de assunto
Vamos falar desse nariz de batata
Que com esse olho defunto
Pareces um sociopata
Essa cabeça deformada
Parece que tem microcefalia
Com esse pescoço de girafa
Pareces uma anomalia
E tens a cabeça toda queimada
Pessoa, tu não és fingidor
És um pertubado que finge a dor
Mas nós não!
Nós temos sanidade!
E escrevemos a realidade!
Maior do que o seu coração
Só o tamanho do seu
Coração
12.º: Guilherme Ribeiro, Nathan Warszawski, Rui Araújo
Palavras e Figurações
Ai que prazer
Não ver o Norris a bater.
Ter o Verstappen para ganhar,
E não o poder julgar.
Observar carros a passar,
E eu a delirar.
Com o sangue a ferver,
Na McLaren continuo a crer.
Da Ferrari eu vou-me rir
Com as estratégias sempre a desiludir.
Olha a vitória quase a chegar,
Oh não! É o Max a ganhar!
A pista a brilhar,
A velocidade a encantar,
O rugido dos motores a ecoar...
No pódio, a taça erguida,
A vitoria aplaudida,
O aroma da gasolina envolvida,
E na fórmula 1, a vida.
12.º: Diogo Teixeira, Luís Pinto, Rui Sousa
Palavras e Figurações
Ai que prazer
Não ter falta do que fazer,
Ter tarefas por terminar
E não me importar!
Trabalhar é maçada,
É uma anedota.
Isto é uma rima cruzada
E eu só quero a nota.
Agora vou terminar
Isto tem de acabar,
Acabou de tocar
Tenho que abandonar.
12.º: Henrique Cidade, Henrique Oliveira, João Chibante
Palavras e Figurações