proximamente sufocante

Nos caminhos que não cruzamos,
Nas palavras que não ousamos dizer,
A resposta era sim, mas tu nunca perguntaste,
E a oportunidade deixou-se esvair.

No brilho dos olhos que se encontraram,
Mas nunca se atreveram a indagar,
A resposta era sim, mas tu nunca perguntaste,
E o destino, sem saber, desviou-se do lugar.

Agora, no silêncio que nos separa,
Resta apenas o eco do que poderia ser,
A resposta era sim, mas tu nunca perguntaste,
E o amor perdeu-se no não saber.

Ainda me perguntam, por nós, por ti
Mas eu já não te reconheço mais.
Memórias, agora feridas, eternamente serão
O meu fabricante de lágrimas.

Entre suspiros, eu sempre suspeitei
Que isto era bom demais para ser verdade.
Mas o véu caiu, revelando a realidade
E agora, na clareza, vejo o que deixei partir.

Perante a imensidão de dúvidas,
A única certeza que permanece em mim
É que eu, de forma tão intensa e sentimental,
Não voltarei a amar de novo, ninguém.


Ana Sofia Barroso 10.°F

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