Sob a chuva, carros passam, na tarde cinzenta,
Poucas pessoas, que em casa devem estar,
Quase nenhum estabelecimento a funcionar,
Nesta tarde chuvosa a preguiça assenta
O ritmo da cidade desacelera
Enquanto a chuva persiste.
A população já não resiste
E já nem o café coopera.
Tomás Felisberto, 12.ºD
Palavras e Figurações
Caminho pelas ruas de Matosinhos
Onde o passado resplandece
Nas fachadas das indústrias perdidas
Eu sigo em frente até ao marulhar das ondas.
E evoco esse mar,
Lembranças de um fado perdido,
Onde os pescadores eram heróis
Desse oceano perdido no tempo.
Chego mais perto
E ao cheiro da maresia
Juntam-se barcos que baloiçam
E eu sonho histórias que me mortificam.
“Tudo me inspira e incomoda”
As estátuas negras horrendas
Gritam silenciosas a dor da morte
Que as rodeia e persegue.
Na esplanada o cheiro a café desvanece
Entre as conversas superficiais e o toque do telemóvel.
E eu sonho o passado alegre
Das crianças e imagino-o.
A noite vem chegando e os espaços iluminam-se.
E eu penso, “Triste cidade!”
Fantasmas de um passado fervoroso
E temo que nunca mais sejas feliz.
Ariana Cruz, 12.°E
Palavras e Figurações
Surgem as capas negras ao cair da tarde.
Os cafés enchem-se de risos,
conversas, animações e frustrações.
Os estudantes invadem a cidade.
Dos Aliados ao S.João,
do S.João à Ribeira e da Ribeira aos Guindais
vemos uma nuvem negra.
Nuvem negra, mas cheia de cor,
Memórias, alegria e motivação.
Motivação e empenho em mudar,
Mudar e melhorar o mundo.
Carolina Martins, 12.º E
Palavras e Figurações