Poema inspirado em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

História de paixão
Com um final de desilusão
E um coração prisioneiro
Da nostalgia de um amor verdadeiro

Ninguém se acreditava na união
De um gato, azedo como limão
E duma andorinha aventureira
Com espírito para a brincadeira

Para o gato
A andorinha tornou-se a cor
Do seu mundo fosco e incolor

Fez a melodia
Que expulsou a estação fria
E deu lugar a uma primavera
Que infiltrou a motivação
De que necessitava aquele coração

Depois da primavera, veio o verão
Que muito fortificou a linda paixão
Ninguém aceitava aquela junção
Muito menos sendo animais de natureza para a competição
Gato com andorinha?

Mas que raio tinham naquela cabecinha?
Passou o verão
Que levou com ele a sua forte ligação
O outono invadiu o mundo então
Cinzento e sem cor
Abraçou-se ao submundo da dor

Os passeios adiaram
As conversas também
Os sentimentos eles trancaram
Para não prejudicar ninguém

No inverno tomou conta a tristeza
Dando poder à incerteza
As alegrias e vivências
Já não passavam de uma memória
Pois devido às aparências
Encerraram a sua história

A mente é traiçoeira
Assim como o coração
Quem muito tentar voar
Mais vai cair ao chão

A vida não é um conto de fadas
Às vezes consegue dar facadas
Quando estamos desprevenidos
Quando pensamos estar protegidos

Maria Ambrósio, 8.º F


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