Sou um pombo num galinheiro,
Nunca aprendi a voar.
A tempo inteiro,
Tento me encaixar.

Se cortar minhas asas,
Serei eu aceitado?
Serei eu finalmente amado?
Ou será que já estou a delirar?

Os anos estão a passar,
E eu continuo à espera.
À espera de voltar ao que era.
Mas é um "era" que me é desconhecido,
Um "era" que nunca me foi atribuído.

Cortei minhas asas,
Mas logo comecei a chorar.
Pois perdi meu poder verdadeiro,
Não o de voar;
Mas sim, o de ser um pombo num galinheiro...

Maria Ambrósio, 8. º F


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