
Quando falamos de transformações, o primeiro instinto que temos é pensar em mudanças radicais ou com um elevado impacto no nosso mundo. Mas a verdade é que os maiores resultados vêm sempre das menores ações.
Por um lado, penso que não podemos ficar à espera dos outros para pôr em prática ações importantes, até porque, na maioria das vezes, essas “ações importantes” podem ser coisas simples (“no coração das coisas menos percebidas”), como: evitar o consumo desnecessário, não atirar o nosso lixo ao chão ou, simplesmente, verificar se fechamos corretamente as torneiras.
Por outro lado, gostaria de realçar, tendo em conta o poema “Receita de Ano Novo”, de Carlos Drummond de Andrade, que não podemos focar-nos apenas nas transformações exteriores, já que as que carregam um maior peso e importância são as transformações interiores. Para conquistarmos um mundo melhor, precisamos de pessoas amadoras, trabalhadoras e sobretudo generosas e gentis. Só nós é que conseguimos mudar a pessoa que somos e só nós é que podemos decidir se amanhã vamos fazer alguma coisa para melhorar o nosso planeta.
Em suma, queria relembrar que, para além de sermos capazes de contribuir individualmente para a transformação do mundo, também nos devemos lembrar que a maior mudança está dentro de nós, à espera de ser libertada.
Maria João Ambrósio, 9º ano.




