
Era uma vez uma floresta encantada
Esta história começa com um menino chamado Pedro, que um dia decidiu entrar na floresta encantada para descobrir se as histórias dos livros eram verdadeiras. Começou por preparar a sua mochila: meteu maçãs para comer, a sua espada de brinquedo (era de brinquedo, mas muito forte), pensos e ligaduras para o caso de se magoar e uma lanterna, porque iria estar escuro. Vestiu uma roupa confortável e embarcou na aventura.
Quando chegou a noite, saiu de casa às escondidas e dirigiu-se para a floresta com a sua lanterna. Quando lá chegou, encontrou uma placa que dizia: «Floresta encantada, só os mais corajosos podem entrar». Como o Pedro se achava corajoso, entrou.
Lá dentro, não viu animais, apenas árvores e arbustos. De repente, viu algo a mexer e aproximou-se para ver o que era. Espreitou para dentro de um arbusto e encontrou um pequeno lagarto amarelo com tons esverdeados. Mal o lagarto viu o Pedro, começou a fugir, e o Pedro foi atrás dele. Correu e correu até que, cansado, sentou-se e adormeceu.
Quando acordou, o lagarto ainda estava ali, a olhar para ele. O pequeno animal voltou a fugir, e Pedro novamente correu atrás dele. Desta vez, o lagarto levou-o até uma clareira iluminada por um sol muito brilhante. Na clareira estavam muitos animais: veados, corujas, esquilos, morcegos, pássaros, borboletas, lobos, coelhos e ursos.
– Uau, tantos animais! Esta floresta é espetacular! – exclamou Pedro.
– Não é assim tão espetacular quanto pensas – disse um urso com voz grave.
– Como assim? – perguntou Pedro, intrigado.
– Os animais estão muito doentes – respondeu o urso.
– Porquê? – quis saber Pedro.
– Há uma lixeira aqui perto. Os animais foram lá e comeram plásticos, sacos de lixo e papel. Anda, vou levar-te à Mãe Natureza – explicou o urso.
Andaram um bocado até chegarem a uma árvore muito grande e cheia de frutos. – Esta é a Mãe Natureza – apresentou o urso.
– Bem-vindo, meu jovem.
– Olá, urso – cumprimentou a Mãe Natureza.
– O que estou a fazer aqui? – perguntou Pedro, confuso.
– A nossa floresta está cada vez mais doente, e chamei-te porque precisamos da tua ajuda – disse a Mãe Natureza.
– Eu ajudo! Eu ajudo! Vou ajudar-vos no que puder – prometeu Pedro, entusiasmado.
Entretanto, começou a ouvir uma voz ao longe:
– Pedro! Pedro! Acorda, estás atrasado para a escola!
Abriu os olhos e viu a mãe a chamá-lo. Afinal, tinha sido tudo um sonho.
Quando Pedro chegou à escola, contou à professora sobre o seu sonho. Disse que, na floresta encantada, os animais estavam muito doentes porque comiam plásticos espalhados pelo chão e pela lixeira. A Mãe Natureza tinha pedido a sua ajuda para resolver o problema.
A professora e a turma decidiram ajudar. Juntaram-se e foram à floresta apanhar todo o lixo e plásticos espalhados. Também colocaram caixotes do lixo e cartazes para incentivar as pessoas a não deitarem lixo no chão.
Além disso, enviaram um email para a Câmara Municipal, alertando sobre o problema da lixeira e pedindo soluções.
Pedro cumpriu a sua promessa de ajudar a Mãe Natureza, e a floresta encantada voltou a ser um lugar mágico e cheio de vida.
Sara Almeida, 4.º B (Escola Básica da Amieira)
Numa floresta mágica
Numa floresta mágica, havia um arco-íris especial que aparecia sempre que chovia e o sol voltava. Diziam que as cores tinham segredos mágicos, mas só quem fosse corajoso e bom de coração os podia descobrir.
Íris era uma menina muito curiosa e adorava aventuras. Um dia, decidiu entrar na floresta para descobrir os segredos do arco-íris. Lá dentro, tudo parecia mágico: as árvores faziam sons estranhos, o chão brilhava, e o ar cheirava a flores. Quando tocou na cor vermelha do arco-íris, foi levada para um lugar cheio de fogo que não queimava. Uma senhora feita de fogo apareceu e disse: “Tens de enfrentar os teus medos!” Íris disse que tinha medo de falhar, e a senhora deu-lhe uma pedra vermelha mágica. Depois, tocou na cor laranja e foi parar a um labirinto. Uma nova guardiã apareceu e disse: “Usa a tua imaginação para encontrar o caminho.” Íris imaginou uma saída e conseguiu! Recebeu outra pedra. A cada cor, Íris aprendia algo novo. O amarelo ensinou-lhe a partilhar alegria, o verde mostrou como ouvir as plantas, e o azul ensinou-a a ser paciente como o mar.
Na última cor, a violeta, a guardiã disse: “Prometes usar o que aprendeste para proteger a natureza?” Íris prometeu e ganhou uma pedra com todas as cores. Quando voltou para casa, contou tudo às pessoas da aldeia e ensinou-as a cuidar da floresta. O arco-íris nunca mais apareceu, mas a magia ficou no coração de toda a gente.
Maria Clara Marques, 3.º D (Escola Básica do Araújo)
O silêncio da Terra
No dia 6 de janeiro de 2075, eu e o Martim estávamos quase a embarcar numa viagem espetacular, e relembrámos como tudo começou…
– Lembras-te, Rui, o que aconteceu há 50 anos atrás?
– Sim, sim, lembro-me, estávamos no 3.º ano e fizemos um pacto de amizade: juntos íamos salvar o planeta.
Eu e o Martim estudámos sempre juntos para realizar este plano e fizemos tudo o que podíamos: avisámos as pessoas para pouparem água, não deixarem lixo no chão, não cortarem árvores, não fazerem fogos, andarem mais a pé ou de bicicleta, mas não resultou! A cada ano que passava tudo piorava: gastámos a água toda nos incêndios, o mundo ficou uma montanha de lixo, não conseguimos fazer renascer as plantas, acabaram-se as frutas e os legumes, os animais e as pessoas estavam aos poucos a morrer.
– Pois! Não conseguimos!… – disse o Martim muito triste.
– Mas, ainda assim, vamos salvar o que sobreviveu! – disse o Rui.
Ao vermos o planeta a morrer, achámos que não havia mais nada a fazer por ele, apenas salvar os seres vivos que nele ainda viviam. Depois de pensar muito, tivemos uma ideia! Um plano ao qual chamamos plano B. O plano era levar o resto dos sobreviventes num foguetão para outro planeta. Tínhamos mesmo de nos salvar! Fomos juntos para Nova Iorque, juntámo-nos à NASA e criámos uma equipa de resgate e salvamento. Hoje estamos aqui à porta do F37 e somos os últimos sobreviventes a embarcar para outro planeta.
– Lembras-te no tempo da professora Albertina, em que no recreio ouvíamos os meninos a gritar, os passarinhos a cantar e o comboio a apitar? – perguntou o Martim.
– Claro que sim! – respondeu o Rui.
– Então fecha os olhos e ouve agora à tua volta. O que ouves?
– O Silêncio da Terra!
Rui Vieira, 3.º C (Escola Básica do Araújo)





