
O dia em que a Terra protestou
Era uma vez um planeta único, repleto de magias e maravilhas nunca antes vistas, chamadoTerra. Não há mais nenhum como este, com diversas criaturas, cada uma com uma especialidade fora do normal.
O ciclo da vida estava a ser respeitado e todos estava em harmonia. Até que uma luz desceu do céu. E ninguém sabia o que era. Bem, quase ninguém, o animal mais velho da Terra sabia… Era Deus, o Todo Poderoso, o Criador de Tudo. Desceu à Terra para fazer uma comunicação a todos os que lá habitavam. Todos os seres vivos do Planeta Terra se reuniram no centro do planeta para onde tinha descido a tal luz. Pouco tempo depois, quando todos os seres vivos estavam prontos para ouvir Deus, ele começou a falar e, embora ninguém o conseguisse ver, todos o respeitavam.
Esta conversa com Deus mudou a história da Terra. Iria mudar o futuro de todos os que habitam nela para melhor. Mas será que foi isso que aconteceu? O Todo Poderoso repete, depois de 50 000 anos, que criou aquele planeta para bem de todos os seres vivos: com água, para se poderem hidratar; com ar, para poderem respirar; com vento, para facilitar o voo e, com terra, para poderem fazer dela uma casa (abrigo). Mas agora está na altura de mudar, visto que têm tudo o que precisam…
Bem, quase tudo, pois precisam de um novo elemento Natural, um elemento que os aqueça nos momentos mais frios. Esse novo elemento, ainda por descobrir, chamar-se-á Fogo. O Fogo será perigoso por estar a arder, mas, se for bem controlado, não fará mal a ninguém, e ele não vai aparecer sozinho como o Vento, não podem estar em cima dele como a Terra, muito menos chegar demasiado perto como a Água na praia. O Fogo irá salvá-los do frio, mas não é qualquer um que o vai fazer, só um ser vivo o vai conseguir criar, o humano. O humano irá ajudar os animais, dar-lhes abrigo e respeitará as normas do paraíso. Depois de todos os animais ouvirem atentamente Deus, viu-se um raio de luz a elevar-se para o céu e, como o Todo Poderoso disse, dois humanos apareceram no seu lugar, um macho e uma fêmea.
Os dois humanos habituaram-se facilmente ao paraíso, e até tentavam comunicar com os animais e a única coisa que os animais tentavam que os humanos percebessem era Fogo. E eles faziam isso deitando-se ao lado deles, para que eles percebessem a diferença da temperatura… Mesmo com o esforço de todos os animais, os humanos demoraram algum tempo a perceber o que lhes estava a tentar ser passado.
Depois de décadas, os humanos estavam a perceber que não conseguiriam continuar assim, tinham de se aquecer. Começaram a abrigar-se dentro de cavernas e começaram a juntar folhas para se taparem. Também perceberam que, quando raspavam um ramo com força numa árvore, este ficava desgastado e quente. Depois de muitas tentativas, conseguiram pôr dois ramos a arder. Quando a chama se acendeu, os seres que o “criaram” sentiram uma sensação de poder, posse sobre o outro, sentiram que agora que tinham criado algo incrível, que tinham feito algo que só eles podiam fazer, agora podiam fazer tudo!
Este pensamento durou anos e a espécie humana estava a crescer mais do que qualquer outra. Os humanos estavam a matar outros animais para seu próprio proveito, quebraram as regras do paraíso…
Começaram a desenvolver as suas técnicas de sobrevivência e a humanidade estava demasiado grande. A humanidade deixou de trabalhar como um grupo e passou a querer ser o melhor individualmente (o Homem passou a ser invejoso e a querer tudo para ele).
Destruíram milhares de florestas… que se tornaram em estradas, casas, ruas… Mais de metade dos animais foram mortos e o paraíso agora era mais um lugar onde ninguém queria estar. Os restantes animais foram presos em gaiolas e postos no jardim zoológico, outros eram acolhidos em casa sem hipótese de serem livres, outros eram vendidos ou mortos para serem postos em museus. As poucas florestas que havia eram queimadas no verão, ou morriam ao frio no inverno, pois além da humanidade ocupar grande parte do planeta, também inventaram engenhocas que começaram a afetar a camada do ozono e, por essa razão, os seres vivos tinham muito frio no inverno e muito calor no verão. O nosso lindo planeta estava em grandes apuros, porque assim não só a espécie humana ia acabar como as outras todas também… Os animais perceberam que quando deram uma mão aos humanos eles quiseram ficar com o braço (abusaram daquilo que lhes foi dado), e agora estava na altura de isso mudar…
Neste momento, o animal mais velho do mundo tinha por volta de 80 000 anos, e todos da sua família também já os tiveram. Quando o Criador de Tudo apareceu era o seu trigésimo tetravô, era o animal mais velho do mundo e a lenda da luz a descer do céu tinha sido vista por ele. De gerações em gerações, a história de Deus e dos dois primeiros humanos foi sempre contada.
E agora, olionarse, que era uma espécie de mamute, sabia que tinha de fazer alguma coisa… Os humanos estavam a arruinar o planeta e só os seres vivos o podiam salvar. Mas nem toda a gente era má pessoa, uma menina que morava numa quinta adorava os animais e tinha perfeita noção de tudo o que a rodeava. O bando de olionarses foi beber água ao rio, para ver se tinha alguma ideia, e a menina também o fez… Os animais encontraram-se, e o bando de olionarses não gostou da presença da menina. Ela tentava acalmar o bando, pois era uma pessoa inofensiva. Ela pensou que, se tentasse transmitir-lhes o que ela queria, talvez se acalmassem. E resultou, o bando e a menina tinham o mesmo problema, mas ainda não tinham a solução. Este bando não só representava todas as espécies de animais, como os elementos da Natureza, estavam todos a contar com eles. Já a menina representava os humanos que tinham esperança. Este grupo tinha também os deuses a torcerem por eles…
Eles perceberam que os humanos eram um problema, mas não eram todos. Como eles não arranjaram maneira de descobrir quem eram os humanos bons e maus, decidiram matar todos. Embora pareça estranho, a menina concordou. Disse que sabia que era a única forma de voltar a tornar a Terra num paraíso. Todos os olionarses estavam a preparar-se para cercar o primeiro país. Rodeavam o país e depois iam entrando. Era isso que ia acontecer, se nesse exato momento a Terra não se tivesse mexido…
A Terra parecia um foguetão, mas ainda mais rápido… Nesse momento, metade da Terra estava a arder por causa da velocidade a que ia, e depois ela parou muito de repente só porque metade estava a arder! Ela mandou uma super-onda para apagar o fogo e depois ficou parada. Através das nuvens, viu-se uma grande frase: “Vocês estavam a criar um grande problema, mas, na verdade, só tinham de reduzir a população que cá estava”.
Os humanos e os animais perceberam o poder da Terra e, embora não fosse escolha deles, quando a Terra pegava fogo, eles sabiam que quando voltassem a causar problemas, a Terra estaria lá para protestar…
Vitória. Vitória. Acabou-se a história!
Lara Viegas Bandeira, 6.º F (EBSPL)
Era uma vez uma viagem ao centro da terra
Era uma vez dois irmãos, o Guilherme e a Helena, que viviam numa grande cidade rodeada por altos prédios cinzentos. Sempre que podiam, adoravam visitar a casa de campo dos avós. As férias eram o momento perfeito para passarem mais tempo com eles e com a natureza!
Durante a viagem, sentiam a paisagem a transformar-se: o verde começava a dominar e tudo se tornava mais bonito e tranquilo. Ao chegarem à casa dos avós, correram para os cumprimentar com abraços calorosos. Logo de seguida, como de costume, partiram para explorar os arredores.
Contudo, algo estava diferente naquele dia. Havia uma estranha quietude, como se a natureza tivesse ficado em silêncio. Não se ouviam os pássaros a cantar, o riacho onde adoravam mergulhar no verão estava seco, e o mais intrigante de tudo: um enorme buraco abria-se na terra, tão profundo que parecia levar ao centro da terra.
Os irmãos entreolharam-se, percebendo de imediato que precisavam de investigar. Voltaram rapidamente a casa, prepararam uma mochila com lanternas, cordas, garrafas de água e um bloco de notas, e regressaram ao local. Aproximaram-se do buraco e espreitaram lá para dentro. Era assustadoramente grande!
Depois de pensarem numa solução, decidiram amarrar uma corda a uma árvore robusta e descer com cuidado. De mochila às costas e cheios de coragem, os dois irmãos começaram a aventura. Após alguns minutos de descida, chegaram a terra firme. O ambiente era sombrio e um som estranho ecoava ao longe. O que seria aquilo?
Seguiram o som, que se parecia com um choro, e descobriram algo impressionante: as raízes das árvores estavam doentes, cobertas de substâncias escuras e pegajosas. Olhando com mais atenção, perceberam que a poluição tinha invadido o solo, provavelmente devido ao uso excessivo de adubos e pesticidas químicos.
Perante tal descoberta, regressaram à superfície o mais depressa possível. Explicaram à família o que tinham visto e decidiram reunir os habitantes da aldeia para lhes contar o que estava a acontecer. Todos concordaram em mudar os hábitos para proteger a natureza.
Juntos, limparam as terras e substituíram os produtos químicos por fertilizantes naturais. Em poucos dias, um verdadeiro milagre aconteceu: o buraco fechou-se, o riacho voltou a encher-se de água cristalina, e os pássaros regressaram, enchendo o ar com o seu alegre chilrear. O esforço coletivo tinha dado frutos!
A viagem do Guilherme e da Helena foi inesquecível! Não só aprenderam sobre os danos que a ação humana pode causar à natureza, como ajudaram a sensibilizar a aldeia para a importância de a proteger. Desde então, todos passaram a cuidar melhor do ambiente, garantindo um futuro mais verde e harmonioso.
Guilherme Pinto da Silva Barbosa, 6.º C (EBLB)
A Magia do Oceano
Era uma vez uma sereia e um golfinho que eram amigos.
Um dia, a estrela-do-mar disse à sereia e ao golfinho que nas profundezas do oceano existia um tesouro misterioso.
Eles foram em busca desse tesouro misterioso, mas, como imaginavam que ia ser muito difícil de abrir, decidiram ir buscar a chave ao laboratório do seu amigo Lucas, que ficava atrás de uma barreira de algas.
Quando chegaram, perguntaram-lhe o seguinte:
– Lucas, sabes alguma coisa sobre o tesouro?
– Sim, sei muito bem do que estás a falar, até porque estou agora mesmo a fazer uma chave para abrir o tesouro – respondeu o Lucas.
Então, apressadamente, puseram-se os três a caminho do tesouro. Como repararam que estavam a demorar muito tempo, o Lucas e a sereia subiram para cima do golfinho e este acelerou o máximo que pôde.
Acabaram por esbarrar numa orca. Ela ficou aborrecida, sabia bem que eles estavam ali somente para roubar o tesouro.
De repente, repararam que o tesouro se encontrava num barco muito antigo que estava naufragado. Havia lá um pirata com uma perna de pau que estava a gritar muito alto porque tinha partido uma perna. Então o Lucas pôs-lhe outra perna de pau e ele ficou com duas pernas de pau. Entretanto a orca saiu da beira deles, apanhou o tesouro e desatou a fugir para longe.
Os três amigos apanharam-na facilmente e, sem a quererem magoar, quiseram entrar num consenso. O acordo era que dividissem o tesouro entre todos. No entanto, viram que era necessária uma chave, mas o Lucas tinha-a deixado no seu laboratório. Os quatro, então, dirigiram-se para lá, e quando o abriram, espantados, viram que havia muito ouro e outras pedras preciosas. A sereia pensou imediatamente que com aquele luxo todo podia contratar pessoas para limpar a poluição total do oceano.
Esta boa ideia serviu de base para outras iniciativas do género, noutros locais, ou seja, espalhar a seguinte grande mensagem:
NÃO POLUAM O OCEANO! FICA MUITO CARO.
Diogo Aguiar Correia, 5.º D (EBLB)





