Há uma aldeia onde, há muitos anos, começou a acontecer algo estranho: as palavras começaram a trocar-se entre si. As pessoas queriam dizer uma coisa… mas às vezes saía outra. Ninguém sabe bem como começou, mas todos se habituaram.
Até que, um dia, uma palavra desconhecida apareceu e saiu da boca de um senhor desconhecido, mas no entanto com um ar peculiar. A palavra era “saudade”, a palavra não tinha tradução, mas tinha emoção.
Então, a palavra começou a espalhar-se rapidamente pela a aldeia, as pessoas começaram a dizer essa tal palavra lá e acolá, adaptaram vários sentidos a palavra, começaram a dize-la diariamente com familiares e amigos, mas a palavra vinha sempre com as emoções do sujeito. Depois de um tempo, eles começaram a associar a palavra ao sentimento da nostalgia, querer algum momento ou fase da vida de volta, a lembranças, a queridos.
A palavra saia da boca das pessoas como se fossem as emoções a falarem por elas, por isso, a palavra “saudade” ser tão única e especial. Ela não expressa pensamentos ou ideias, mas sim os sentimentos das pessoas, e as vezes, é o tipo de palavra que fala mais alto.
Rafaelis, 9.º Ano





