
António Guedes, 12.º Ano:
A sociedade não é igual em todo o mundo, o que reflete a diferença de costumes e ideais, de local para local. Dessa forma, considero que a sociedade é responsável por moldar a pessoa que somos.
No meu entender, a sociedade onde crescemos constrói a pessoa que somos, já que é da mesma que recebemos os primeiros conceitos, costumes e ideais. Eu sustento esta minha perspetiva com o facto de, em certas partes do mundo, ainda existirem pessoas com ideais nazis
ou racistas. Essas pessoas, são vítimas de uma sociedade que lhes impos esses ideais.
Além disso, devemos considerar o caso dos imigrantes que se deslocam, principalmente do
Médio Oriente para a Europa e os seus filhos têm tendência a adquirir costumes e ideais europeus, como a igualdade de género. Como é óbvio, a primeira geração de filhos de emigrantes ainda terá muitos valores e ideais muçulmanos, que lhes são transmitidos pelos pais. Contudo, ao longo das várias gerações, esses valores e ideais, potencialmente absurdos, vão lentamente caindo em desuso. Dessa forma, a sociedade molda os valores de uma família, mesmo essa sendo originária de outras regiões e tendo outros valores.
Em jeito de conclusão, as sociedades são o reflexo das pessoas que a constituem e essas têm valores e ideais constituídos consoante as sociedades em que foram criados.
Ana Almeida, 12.º Ano:
Atualmente, como todos sabemos, o meio que nos rodeia, a sociedade em que vivemos, acaba por, de certa forma, influenciar a maneira como agimos e pensamos.
Por um lado, é verdade que cada indivíduo tem a sua influência sobre a sociedade em que vive, uma vez que, como sempre dizem, todos nós temos um papel fundamental para o desenvolvimento da mesma. Essa influência ocorre de maneiras diferentes, que variam de pessoa
para pessoa. Por exemplo, o ato de votar para eleger um novo governante. Está claro que o direito ao voto permite-nos ter influência sobre as decisões que serão tomadas no futuro e que definirão a nossa sociedade.
Por outro lado, na maioria dos casos, é a sociedade em que crescemos e vivemos que faz
quem somos. O local ou comunidade onde habitamos possui os seus próprios costumes e
características. Consequentemente, por haver esse contacto direto, acabamos por adquiri-los. Um
exemplo é o facto de diferentes pessoas em diferentes países pensarem de formas diferentes sobre um mesmo assunto, tal como, as mulheres terem direito à educação. De facto, esta não existe em todos os países, devido a crenças culturais e religiosas que desvalorizam a educação feminina. Além disso, a sociedade em que estamos inseridos molda a nossa personalidade, pois, por exemplo, se crescermos num ambiente violento temos tendência a tornar-nos pessoas violentas.
Para concluir, apesar de cada um de nós poder contribuir com atitudes importantes para a “construção” da sociedade, melhor e mais consciente, o ambiente que nos rodeia terá sempre influência sobre as nossas ações e sobre a pessoa na qual nos tornamos.
Sandra Jesus, 12.º Ano:
Para mim, é a sociedade que faz o indivíduo pois todos os seres humanos, para serem felizes, têm de se sentir úteis, amados e integrados.
A sociedade tem a capacidade de nos moldar e formatar devido à nossa busca pela integração. Ninguém gosta de se sentir “de parte” pois já somos moldados desde pequenos e ser diferente é mau. Como por exemplo, na história infantil “O patinho feio”. Na sociedade atual, as pessoas muitas vezes mudam quem são ou fingem ser algo que não são para se “encaixarem” no mundo, quando o único problema é ainda não terem encontrado o lugar aonde pertencem realmente.
No entanto, muitas pessoas devido a não conhecerem outras culturas, outros ideais, são forçados a tomar uma vida criminosa, pressionadas pela sociedade circundante, pois desconhecem outra realidade. Como podemos ter, como exemplo, o caso do Médio Oriente, nomeadamente na Síria e no Irão onde existem crianças bombistas, jovens com bombas colocadas à volta do corpo. Tudo porque lhes foi incutido pela comunidade a realização de tais ações com o pressuposto de salvarem o país ou apenas a família.
Em jeito de conclusão, o ser humano é um ser “demasiado” complexo que, para sentir-se integrado, é moldado pela sociedade, onde é sujeito a inúmeras situações. Logo, a meu ver, é a sociedade que faz o indivíduo.





